A IFPI, organização que representa a indústria fonográfica globalmente, fez um apelo público aos países da União Europeia para que implementem de forma completa e rigorosa as diretrizes da nova Lei de Inteligência Artificial. A demanda foi apresentada em um evento realizado em Bruxelas, onde a entidade lançou a edição de 2026 de seu relatório Música na UE.
A CEO da IFPI, Victoria Oakley, centrou sua apresentação na importância da legislação da UE sobre IA. Ela ressaltou que "a implementação das novas obrigações de transparência da Lei de IA, incluindo a exigência de rotular determinados conteúdos gerados por IA, representa mais um passo rumo ao fomento da confiança, da responsabilidade e da inovação responsável no ecossistema digital".
Para Oakley, a prioridade estratégica atual deve ser a execução e o cumprimento "absolutos e intransigentes dessas regras". Isso inclui, segundo ela, assegurar que os detentores de direitos possuam os meios práticos e eficazes para exercê-los e aplicá-los, evitando atrasos ou diluições na implementação das novas normas.
A argumentação da IFPI é reforçada por dados financeiros. O relatório destacou que as receitas da música gravada na União Europeia alcançaram 6 bilhões de euros em 2025, representando um crescimento de 5,1%. Nove dos vinte maiores mercados de música gravada do mundo estão localizados dentro do bloco europeu.
O streaming agora corresponde a 66% das receitas de música gravada na Europa, conforme apontou a IFPI. No entanto, o relatório indica um potencial de crescimento ainda maior, já que a penetração de assinantes pagos de streaming de música na UE é de 27%, em contraste com 54% nos Estados Unidos e 47% no Reino Unido.






