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Spotify domina streaming pago nos países nórdicos

Estudo revela consolidação do streaming e forte demanda por identificação de música gerada por inteligência artificial na região

Por Redação MoneyHits2 min de leitura
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Spotify domina streaming pago nos países nórdicos
Foto: Spotify

O consumo de música via streaming continua a se consolidar nos países nórdicos, com 96% dos entrevistados utilizando esses serviços, um aumento em relação aos 95% registrados em 2024. Notavelmente, a adesão a planos premium cresceu de 56% para 63% em dois anos. Paralelamente, a porcentagem de usuários que dependem exclusivamente de planos gratuitos ou de teste diminuiu de 40% para 32% no mesmo período, indicando uma maior conversão para assinaturas pagas.

Nesse cenário, o Spotify emergiu como o serviço de música digital mais utilizado, alcançando uma taxa de penetração de 67% nos quatro países nórdicos. Com esse resultado, a plataforma ultrapassou o YouTube, que agora é usado por 65% dos entrevistados. Em 2024, o YouTube liderava com 67% de uso, enquanto o Spotify registrava 62%.

O plano Premium Família do Spotify tornou-se o mais popular na região, sendo adotado por 32% dos usuários da plataforma. Esse número supera os 29% que utilizam a versão gratuita e os 27% com assinaturas individuais premium. Essa preferência representa uma mudança significativa em comparação a 2024, quando as assinaturas individuais premium eram majoritárias, com 39% dos usuários.

A pesquisa, realizada pela YouGov com mais de 4 mil pessoas, é fruto da colaboração entre as sociedades nórdicas de gestão coletiva de direitos autorais TONO, Teosto e Koda. Elas conduzem estudos sobre hábitos musicais digitais há mais de uma década na Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia.

O relatório também abordou a crescente interação com inteligência artificial (IA), revelando que 66% dos entrevistados já a utilizam no cotidiano, um salto considerável em relação aos 20% de dois anos atrás. A opinião sobre a IA na música também se solidificou: 77% agora defendem que músicas geradas por IA devem ser claramente identificadas em plataformas e no rádio, um aumento em relação aos 58% em 2024.

Além disso, 77% dos entrevistados acreditam que compositores e letristas devem ter o direito de decidir se suas obras serão usadas para treinar serviços de IA. Um total de 74% dos ouvintes defende que esses músicos devem ser remunerados caso suas músicas ou vozes sejam empregadas. A mesma porcentagem, 74%, gostaria de poder filtrar músicas geradas por IA de suas recomendações e playlists.

Karl Vestli, CEO da TONO, destacou que "os consumidores nórdicos estão nos dizendo claramente que querem saber quando a música é gerada por IA e que desejam ter a opção de escolher se ela aparecerá em sua experiência de audição". 

Gorm Arildsen, CEO da Koda, complementou que "a consistência da opinião pública é impressionante", ressaltando a expectativa de remuneração aos criadores e citando atitudes similares no Reino Unido.

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